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sexta-feira, 18 de Maio de 2012
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ANTÓNIO INVERNO
1944 - Nasceu em Monsaraz, a 27 de Outubro. 1956 - Chega a Lisboa.
1958 - Matricula-se na Escola António Arroio.
1964 - Conclui o curso de Gravador Litografo. Teve como principais mestres, Roberto de Araújo, Manuel Lima, Estrela Faria e Abreu Lima. Trabalha, entretanto, no atelier de Jorge Barradas na Fábrica da Viúva Lamego.
1966 - Segue para a Guiné em serviço militar começando, entretanto, o seu contacto com Africa.
1968 - Regressa a Lisboa. Trabalha com Rogério Ribeiro e Mário Rafael. Colabora na decoração de interiores do edifício da actual sede da Gulbenkian.
1969 Ingressa na equipa de Thomas de Mello, no sector gráfico na Feira Internacional de Lisboa.
1970 - Colabora na "Seara Nova" onde promove edições de serigrafias de artistas portugueses contemporâneos.
1971 Instala um atelier na Avenida 5 de Outubro. Realiza maquetas, destinadas a publicações de vários organismos e empresas.
1972 Inicia a actividade de serígrafo. Cria um atelier exclusivamente consagrado à serigrafia na Avenida Conde Valbom. Colabora com Júlio Pomar, Vespeira, Charrua, Espiga Pinto. Eduardo Nery. Maria Keil, Francisco Relógio, Jorge Vieira, Costa Pinheiro, Eurico Gonçalves entre outros.
1973 - Sócio fundador do Centro Comunicação Visual A.R.C.O.. Aluga um espaço na Rua da Emenda onde (ainda permanece) no qual prossegue a sua carreira como serígrafo.
1974 - Participa através do País nas Campanhas de Dinamização Cultural. Tem parte activa na elaboração de cartazes e organização de espectáculos teatrais e musicais. Esta acção prolongou-se até 1975.
1976 - Membro fundador do Centro Cultural de Almada.
1977 - Organiza e lecciona cursos de serigrafia através de quase todo o país, destinados a professores de Educação Visual, bem como a animadores ligados às autarquias. Esta acção prolongou-se até 1979.
1982 - No âmbito do intercâmbio com África efectua sucessivas viagens, sendo entretanto solicitado, e entre outras tarefas, para seleccionar jovens artistas aos quais são atribuídos bolsas de estudo nos principais centros culturais da Europa. Esta acção prolongou-se até 1985.
1986 - Forma novos colaboradores no atelier na Rua da Emenda. Dá assistência a bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta acção prolongou-se até 1990.
1993 - Criou o Centro de Serigrafia António Inverno.
1994 - Colabora em vários Centros Culturais no Alentejo, promovendo exposições de artes plásticas de âmbito nacional.
2001 - Criou o cenário para os estúdios da RTP Internacional. Convidado para criar e executar um painel da estação do metro do Arteiro.
Principais Exposições Individuais
1985 - Galeria Atelier 2.
1987 - Pintura – Galeria Barata, Lisboa. 1990 - Clube Taurino Vila-franquense.
- Pintura – Galeria Artela, Lisboa. 1991 - Centro Cultural de Santarém.
1992 - Monsaraz Museu Aberto.
1993 – Galeria - Bar Sintra .
1995 - Galeria Municipal da Amadora.
1996 - Exposição comemorativa 25 Anos de Serigrafia, Palácio Galveias Lisboa.
- Exposição comemorativa 25 Anos de Serigrafia, Club Setubalense e Academia de Música e Belas-Artes de Setúbal.
1997 - Galeria São Francisco.
1998 – Cultur art (Foyer Européen).
Galeria Municipal da Amadora. Galeria Municipal de Setúbal. Galeria C.M. Funchal.
Galeria Bento Teresa Sargento, V. V. Ficalho.
1999 - Centro Cultural de Santarém.
Escola Secundária Alves Redol, V. Franca de Xira. Cine Teatro de Serpa. Galeria Artela, Lisboa.
2001 - Centro Cultural de Santarém. ArtEmpório Galeria, Lisboa.
2002 - SeteComArte Galeria. - Galeria c@fé, Serpa.
2003 - Pintura Galeria ArtEmpório.
2003 - Pintura – Instituto de Saúde Mental, Setúbal.
2003 - Pintura – Galeria C.M. Salvaterra de Magos.
Principais Exposições Colectivas
1985 - Pintura - Galeria Novo Século, Lisboa.
1986 - Pintura - Galeria São Bento, Lisboa.
1987 - Pintura - Salão de Pintura Contemporânea, Sesimbra.
- Galeria Atelier 2, Lisboa. 1988 - Galeria Mirón, Lisboa. 1992 - Galeria de Setúbal.
- Pintura - Câmara Municipal de Torres Novas. 1994 - Pintura - Centro Cultural de Barrancos.
Núcleo de Artes de Setúbal.
Pintura Soc. Coop. de Grav. Portuguesa.
Pintura - Museu Alberto, Monsaraz.
Homenagem a Estrela Faria.
Pintura Junta Freg. de Casais (Apoio a Bombeiros). 1995 - Pintura - Galeria de Vila Franca de Xira - Homenagem a Victor Mendes.
1997 - Galeria Movimento de Arte Contemporânea. 1998 - Galeria Leo. Porto.
- Palácio D. Manuel, Évora.
1999 - Galeria Movimento de Arte Contemporânea.
2000 - PriceWaterHouseCoopers / ArtEmpório Galeria, Museu
da Patriarcal, Lisboa.
Castelo de Beja.
Galeria Samora Correia. 2001 - Galeria EDIA.
ArtEmpório Galeria, Lisboa.
Galeria da Direcção Geral da Administração da Justiça.
Galeria Municipal de Moura.
2002 - C.M. de Morforte. 2002 - Galeria de Morsaraz.
2003 - XVIII Jornadas dei Património de Ia Comarca de Ia
Sierra, Huelva Espanha.
2003 - Galeria Vila Franca de Xira - Semana de Cultura Taurina.
2003 – Centro de Arte Contemporânea da Amadora
Biografia
Citado em obras sobre Vieira da Silva, Manuel Cargaleiro, Maluda, Júlio Pomar, José Guimarães, entre outros artistas a propósito das serigrafias que executou.
Referências Criticas
Eurico Gonçalves, José Luís Porfírio, António Valdemar, Rui Mário Gonçalves, João Pinharanda, Margarida Botelho, Alexandre de Melo, Mário de Oliveira, etc., dobre actividade de serígrafo e de pintor.
Homenagem e Condecorações
Membro efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes. Homenagem, em 1986, na Galeria de S. Bento. por numerosos artistas ligados à serigrafia e a outros domínios da criação plástica. Comendador da Ordem do infante D. Henrique. 1995 Prémio nacional de Pintura da Academia Nacional de Belas-Artes.
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«O TEMPO SÓ ESTRANGULA
QUEM NÃO AMA»
Diga-se (ou não se diga), eu escrevo – pelo que sei – que António Inverno é (para além de ser, técnica e esteticamente, um notável e criativo artista plástico) um dos pioneiros da serigrafia de arte, moderna e contemporânea, em Portugal, considerando-o como um dos mais sensíveis “analogic graphic annalists portugueses”.
António Inverno é, como afirmo, para além de um notável artista plástico, com obra própria e representativa, um divulgador generoso da obra de inúmeros autores de nomeada e jovens revelações das gerações de 50 a 90, superando lacunas e acrescentando pesquisa e inovação experimental à sua formação original de Gravador Litógrafo, adquirida na Escola António Arroyo (1958-64), onde apreendera os ensinamentos de notáveis mestres .
O seu aprendizado prossegue-se, posteriormente, com Jorge Barradas , em seguida, com Rogério Ribeiro e Mário Rafael, depois, com Thomas de Mello e, mais tarde, com Lupi Manso .
Em 1970, promove edições serigráficas de algumas obras exponencialmente importantes de artistas portugueses contemporâneos, na "Seara Nova", assim precedendo uma actividade profícua que o notabilizaria, como serígrafo de arte, sobretudo valorizadas por ligações que intensifica (a partir de 1972).
Quando, em 1993, funda o CSAI (o seu próprio Centro de Serigrafia) António Inverno acabaria, portanto e, apenas, por (re)baptizar, formalmente, uma instituição empresarial privada, na qual se consubstancia o registo de marca duma expressão original (uma espécie de copyright), adquirida e, consolidada, no mercado cultural, periférico e emergente, alicerçado no know-how especializado, que adquirira, na modalidade e, até então, se sedimentara, no primeiro e mais conceituado atelier português do género, por si mesmo «inventado».
Desse modo, ficaria, o seu CSAI, acreditado, para a posteridade, pela compactação de duas décadas de experiência ímpar, na criação inovatória e na produção de estampas analógicas de invulgar valor e qualidade, que constituem peças documentais de genuinidade autenticada, criaram nomeada …gerariam descendência e documentam peças históricas de valor autoral certificado, enobrecendo o campo da serigrafia de arte.
Ao longo da década seguinte , prosseguiria a edição de centenas de peças, em séries numeradas e assinadas fidedignas , (re)criando (quando não valorizando) – pela expressão cromática, técnica e tecnológica, da sua linguagem serigráfica (silk-screen) – peças matriciais originais de autores contemporâneos, levando a cabo a missão meritória de divulgação da imagem de obras únicas e de autores representativos da contemporaneidade cultural das artes plásticas portugueses do séc. XX.
Seria, possivelmente, desnecessária, esta breve abordagem histórica, se, acaso, existisse, em Portugal, o hábito salutar de registar tudo quanto é importante no domínio da Cultura e, em particular, no âmbito das Artes Plásticas e Visuais, para que qualquer homenagem, a um artista vivo, não rescendesse (tão assim) a uma espécie de reminiscência obituária… intróito passadista indispensável ao estabelecimento de coordenadas do presente …mas, a ignorância a que – por sistema – os valores humanos são votados, entre nós, impõe este tipo de “actualização do carácter cultual das nossas memórias”, ainda – e, sobretudo – quando se trata de homenagear alguém que dedicou o seu passado e o projecta, no presente, com a persistência e a força anímica da sua própria natureza, como acontece com António Inverno.
Desenhista compulsivo e perfeccionista, pintor autoexigente e analista gráfico-analógico, cuja percepção e sensibilidade se evidenciam na sua obra, António Inverno é um daqueles raros seres, portadores de um sentido peregrino de perguntador vigilante, de um talento iniciático e da incomum energia criativa onde se estigmatizam os valores axiológicos da dádiva e da dúvida, da compartilha afectiva e da solidariedade humana. A estética e a poesis fervilham, simultaneamente, na essência da sua convivialidade pródiga e prodigiosa, gerando estranhas sinergias anímicas, catapultando as ideias, os conceitos e as noções por que se tecem as mais enriquecedoras aquisições mentais, do pensamento intelectual-emocional que dá forma à fala humana e sonha a perpetuidade da espécie, neste planeta e neste “país de poetas de costas-voltadas para o mar”.
Quando, há décadas, o conheci – a parsecs da distância de hoje, no Tempo – vivia entre nós, ainda, o Fausto Boavida …e o nosso calendário marcava os anos sessenta. Algo teve, porém, então, assinalável similitude com a postura de uma mesma relação «dramática de cumplicidades mútuas entre brancas casas e ruas de xisto envolvidas em muralhas, no alto do monte onde se ergue Monsaraz e nasceu António Inverno», como, mais recentemente, Silvestre Raposo refere, aludindo ao seu primeiro «contacto com obras suas.» […] afirmando, também «que a sua pintura possui a força e a riqueza da força de viver. Que acompanha a herança da utopia, do sonho do seu Alentejo. Que essa sua pintura possui um movimento constante, que reflecte a paixão permanente com que encara a vida e tem as cores da honestidade, da humildade e da fraternidade que pautam a sua existência.»
Essa será a mesma força, a um tempo telúrica e cósmica, que Luís Serpa Soares salienta e me permito reiterar, transcrevendo-lhe as palavras: «o seu "apaixonamento" permanente, em cada dia, em cada momento, que o levam a orientar a sua vida por uma constante solidariedade para com os outros. Quantas vezes já o vi, mesmo com sacrifício, estender a sua mão para acorrer a quem lhe bate à porta com um pedido de ajuda. Por isso, esta sua grande dimensão humana, sublinhada em tudo quanto dele se tem dito e sobre ele se tem escrito, está patente na sua obra: na afición apaixonada com que pinta a nobreza do touro, e nos permite compreender a afirmação de Picasso, quando diz que “os touros são anjos com cornos”; na presença apaixonada de uma causa que é a sua, e que vemos na esquadria de todas as suas telas; na paixão irresistível pelo seu Alentejo, a dominar a sua temática.» […]
Por isso e por razões outras – talvez, como Anthony Velonis9 – António Inverno «que é o pai da serigrafia em Portugal» , prestou assistência a bolseiros de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, tem apoiado vários Centros Culturais no Alentejo, organiza e lecciona (até 1979), cursos de serigrafia, destinados a professores de Educação Visual e a animadores ligados às autarquias, por quase todo o país e, no âmbito do intercâmbio cultural com África, fez viagens sucessivas, solicitado para promover a selecção de revelações artísticas , a muitas das quais viriam a ser atribuídas bolsas de estudo, em centros culturais europeus (1982-85).
Pode – lamentavelmente, como tantas outras – não ser, a bibliografia passiva de António Inverno, proporcional à sua indiscutível importância cultural, conquanto o seu nome e a sua obra não deixem, todavia, de se ser referenciados, quer como pintor e artista plástico, quer, sobretudo, enquanto agente cultural e co-autor de serigrafias, executadas sobre originais matriciais de autores que, à sua maestria, confiaram tal missão. Em todo o caso, são inúmeras e isentas as recensões e referências criticas de que é objecto, enquanto artista plástico (pintor e/ou serígrafo de arte) sendo, genericamente, abordado como homem de cultura e objecto das mais altas distinções .
Privilegia-me a honra da solicitação deste texto, congratulando-me pelo acto de justiça com que, nesta hora, se pretende homenagear o seu trabalho, a sua pujante vitalidade, a nobreza do seu carácter íntegro, de Homem leal e solidário, porque, ipso facto, as suas palavras, pintadas e escritas, são Arte …e «o tempo só estrangula quem não ama».
José-Luis Ferreira – Caramulo, 2008-03-12
António Inverno
Obra

Tauromaquia - Acrílico s/ tela
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Não sou a pessoa mais indicada para falar do Artista António Inverno. Não tenho qualificações para tanto. Mas posso falar do Homem, do seu "apaixonamento" permanente, em cada dia, em cada momento, que o levam a orientar a sua vida por uma constante solidariedade para com os outros. Quantas vezes já o vi, mesmo que com o sacrifício, estender a sua mão para acorrer a quem lhe bate à porta com um pedido de ajuda. Por isso, esta sua grande dimensão humana, sublinhada em tudo quanto dele se tem dito e sobre ele se tem escrito, está patente na sua obra: na aficion apaixonada com pinta a nobreza do touro, e que nos permite compreender a afirmação de Picasso, quando diz que os touros são anjos com cornos; na presença apaixonada de uma causa que é a sua, e que vemos na esquadria de todas as suas telas; na paixão irresistível pelo seu Alentejo, a dominar a sua temática.
Posso falar das muitas tardes em que, sentado num banquinho no seu atelier, o vejo pintar: rodeia-se de um silêncio quase religioso, volta atrás e numa tela quase concluída, acrescenta-lhe um novo tom, um novo traço, para melhor destacar o seu discurso pictórico. E diz-me depois, com límpido olhar e um sorriso quase infantil: «0 Pintor só considera a obra concluída quando abre a mão dela e perde completamente o seu contacto; caso contrário, nunca cessa de lhe vincar mais um contorno, de lhe meter aqui mais luz ou de lhe sombrear ali uma expressão. E tantas vezes isso tem que ver com o modo como nos sentimos, triste, alegres...»; a confirmar a ideia de que, para Mestre António Inverno, cada uma e todas as suas obras são obra-prima, como aliás mundialmente se reconhece.
É esta devida homenagem que tanto me apraz fazer, a este pintor de sensibilidades, ao Mestre da Serigrafia e, acima de tudo, ao grande Amigo, para quem se deveria consagrar a expressão de Amigo da Humanidade.
Luís Serpa Soares
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Cegonha de Serpa . Acrílico s/ tela . 60X73 . 2003
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Entre o Inverno e a Primavera de olhar solto e liberto…
Falas no naufrágio,
do tempo de um Alentejo suspenso pelas muralhas,
Monsaraz de touros virados a Espanha, indo e vindo, ecoando parcelas dos fantasmas das searas, na memória de abarcar os amigos pintores ou crianças
aflitos de abandono ou incompreensão,
Bairro Alto de poetas e prostitutas virgens
ou cidade arrastada de Camões, Largo onde as noites caiam em serigrafias de espanto e necessidade de ouvir o coração.
Pessoa desnecessariamente só.
Lisboa madrasta ou mãe afectiva, doce existir de Tejo, suportando tudo e barcos
que nunca regressam na mesma água.
Era Inverno e Primavera, ardendo em generosidade de abraço, aqueles que abrias as portas e lhe alimentavas o corpo e alma.
Tantos amigos subindo o andar da tua oficina “casa – mãe” onde a seda e a tinta compunham as estrias da terra, repetindo e repetindo até nascer um outro olho magnífico, repetidamente.
Era a posição da lua, lá no Alentejo onde se reuniam os Relógios e se bebia vinho de Bual, pela noite fora e se via nascer o sol, da Amadora a Vila Verde Ficalho.
E os símbolos de prata das mouras batendo à tua porta, em encanto de véus espalhadas pela planície, para sarar os pecados dos enforcados nas margens do Guadiana, precipitados pela solidão!
Que festa é essa dos cânticos vindos de África, onde o Cristo veio recuperar o sono, regressar ao útero das uvas e das cortiças que as estevas adoram por pouco tempo?
Que sol é esse que vai queimando a pele de um silêncio profundo,
onde o sul desagua em Alqueva das lágrimas,
vindas dos sentimentos - poetas que despejam saudades em Cubas de montados de estrelas?
Agora querem entender as pegadas,
as tuas conversas vadias quando regressas de ouvido atento ao crescimento do som das cigarras em sol a pique.
Regressas-te ao teu ponto de encontro, onde nada esquece o abraço de compreender a vida, a amizade, no fruto que saboreias em Aljezur, doce de raízes que se ergue entre o sal e o amor.
Os mesmos planos da água e da terra
Num mesmo voo de cegonha que sabe onde existe a paz.
No Inverno do nosso contentamento…
Eduardo Nascimento
2008

Acrílico s/ tela

Acrílico s/ tela

Acrílico s/ tela
António Inverno

Acrílico s/ tela

Tauromaquia - acrílico s/ tela

Acrilico s/ tela

Acrílico s/ tela
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