quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

Vida e Obra
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 Bual, historicamente falando

“(...) uma lista de pintores historicamente representativos das várias tendências da pintura abstracta em Portugal seria sempre incompleta sem o nome de Bual. Isto independentemente do juízo de valor que se queira fazer sobre a sua obra (embora, a meu ver, também pelo facto de se tratar de um dos maiores pintores portugueses desta segunda metade do século). A razão é que a pintura de Bual é a primeira, e ainda a mais importante, referência do gestualismo da pintura portuguesa.” (...)

 Eduíno de Jesus

 
Artur Bual – por Álvaro Lobato Faria

“Em nenhum momento ARTUR BUAL deixa escapar a sua ligação fundamental com a pintura. Do ponto de vista das suas evoluções BUAL tem vindo a ser um intransigente pesquisador de verdades e de liberdades interiores. Se tivéssemos que estabelecer um denominador comum para os caminhos que percorreu até agora, diríamos que BUAL é um poeta. É impossível distinguir, na sua obra, o princípio e o fim da pintura e da poesia. A forma pictórica acaba por ser a tradução visível de uma imensa liberdade imaginativa. As obras de BUAL materializam múltiplas possibilidades interpretativas. Por serem intrinsecamente livres, estimulam a liberdade imaginativa do observador. A sua força estética, a sua qualidade artística mais íntima, nasce da convivência entre formas ricas e espontaneidades aparentemente incontroladas.“


Texto do catálogo da exposição “ Arte Gráfica do Bual “ / 97
 

Movimento Arte Contemporânea

 

 

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BUAL,

o carisma do verdadeiro Pintor –

por José Eliseu


“Onde quer que esteja há sempre uma pequena ponta de lápis, um bico de esferográfica e depois o desenhar contínuo, quer seja em simples toalhas de papel ou meros guardanapos, numa insaciável sede de criar, incontrolável, que não se esgota. Na desarrumação ordenada do atelier as cores fervilham. Nas latas, os pincéis misturam-se. A paleta não existe, em seu lugar um tampo de mesa serve a alquimia desenfreada das tintas, que gestos rápidos, enérgicos, deixam a trincha executar flexões audaciosas, empastamentos de delírio em cores vibrantes e fortes, que os salpicos e escorridos de que tanto gosta roçam o sumptuoso e o inimitável. Trata-se de uma pintura séria, de um gesto livre, mas trabalhado, onde o pintor mergulha com toda a sua carga humana, numa pureza interior de grande autenticidade.“


in Revista Medicina & Saúde, Junho de 1998

 

 

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OS Cristos de Bual 

 por Armando Ramos


“Se os pincéis e as tintas pudessem derramar uma lágrima só que fosse teriam chorado no dia em que Artur Bual morreu, porque, neste século XX prestes a findar, ele foi, entre os maiores, um dos pintores que melhor os souberam manejar. As suas telas são disso o melhor testemunho, a prova irrefutável.


Ainda que a sua obra se possa caracterizar pelo expressionismo gestual, figurativo ou abstracto, não se pode dizer que seguisse qualquer escola. A única escola ou movimento que seguia era a estrela da arte pujante que existia no seu interior – um vasto mundo de criatividade alicerçado no talento e no génio.“


In “ A Voz do Domingo “
7 de Março de 1999

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Desenho - "Cristo"


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